Os imperadores e o povo
Otávio Augusto (governou de 27 a.C. a 14 d.C.) reorganizou o império, controlou as províncias e trouxe um longo período de paz: a Pax Romana.
O Senado continuou existindo, mas perdeu poder. Os imperadores tinham governo personalista e usavam moedas com seu rosto e estátuas como "propaganda política". Exemplos: Nero, Trajano, Adriano e Marco Aurélio.
"Todos os caminhos levam a Roma"
Os romanos construíram uma enorme rede de estradas, com calçamento e drenagem. A Via Ápia, "rainha das estradas", tinha mais de 500 km.
Havia miliários (marcos de distância) a cada 1.480 metros. O Miliário Dourado, em Roma, era o ponto zero de onde se contavam todas as distâncias.
Com moeda comum, estradas e portos, o comércio cresceu muito.
Cenas de uma cidade romana
- Aquedutos: levavam água para as cidades.
- Termas: banhos públicos, ponto de encontro diário.
- Domus: casas dos ricos. Insulae: prédios onde viviam os mais pobres.
- Thermopolium: o "fast-food" romano, com comida pronta.
- Pão e padarias, fontes de água, templos.
- Grafites nas paredes, como propaganda de candidatos.
- Lazer: teatros, anfiteatros e circos (corridas de cavalos e carros).
Pão e circo
Para controlar os pobres e evitar revoltas, o governo distribuía alimento (trigo) e oferecia espetáculos gratuitos: a política do "pão e circo".
O Coliseu tinha lugar para até 50 mil pessoas, separadas pela posição social. Sua inauguração, no ano 80, teve 100 dias de espetáculos.
Gladiadores
Eram, em geral, escravizados, prisioneiros de guerra ou condenados, treinados para lutar entre si ou contra animais.
Quando um lutador caía, o público gritava "iugula" (degola-o) ou "mitte" (solte-o), e o imperador decidia entre a vida e a morte.
Cidadania romana
Aos poucos, a cidadania foi sendo ampliada: em 89 a.C., para os italianos; em 212 d.C., para todos os habitantes livres do império.
Mas, quanto mais o império crescia, mais o poder se concentrava no imperador e menos o cidadão comum participava.
Mulheres em Roma
Roma era patriarcal: o pater familias (pai) mandava na esposa, nos filhos e nos escravizados.
Mesmo assim, a mulher romana (a matrona, "senhora da casa") tinha mais liberdade que a grega: ia a teatros, termas, tribunais e feiras, e algumas administravam os negócios da família. Havia até mulheres que praticavam esportes!
Religiosidade romana
Os romanos eram politeístas. Em casa, cultuavam os antepassados e os deuses do lar (lares). Depois passaram a cultuar também o imperador.
Muitos deuses vieram dos gregos, com nomes latinos (veja a tabela ao lado).
| Romano | Grego | Deus de quê? |
| Júpiter | Zeus | Pai dos deuses |
| Juno | Hera | Rainha dos deuses |
| Netuno | Poseidon | Oceano |
| Febo | Apolo | Sol e música |
| Vênus | Afrodite | Beleza e amor |
| Marte | Ares | Guerra |
| Minerva | Atena | Sabedoria |
| Diana | Ártemis | Caça e Lua |
Jesus e a Palestina
Jesus nasceu em Belém, na Palestina (província romana), durante o governo de Otávio Augusto. Cresceu em Nazaré e, por volta dos 30 anos, começou a pregar.
Suas ideias incomodaram as autoridades, e ele foi crucificado com a autorização do governador romano da Palestina.
Perseguição e expansão
Os primeiros cristãos eram perseguidos e se reuniam escondidos nas catacumbas (galerias subterrâneas).
A religião se espalhou pelas estradas romanas, principalmente entre os mais pobres, pois pregava paz, igualdade e salvação depois da morte.
De perseguida a oficial
- 313: o imperador Constantino assina o Édito de Milão, dando liberdade de culto.
- 380: o imperador Teodósio torna o cristianismo a religião oficial do império.